sexta-feira, 16 de outubro de 2009

MINHA VOCAÇÃO

A minha vocação foi assim: Estava estudando no colégio SANTA LUZIA e lá tinha três dias de aula, em preparação para a primeira Eucaristia. Resolvi ir para a aula de catecismo e fui preparando durante um ano. Durante a preparação fiquei fascinada pelos ensinamentos que ouvia de nosso Senhor. Quando chegava em casa, não queria outra coisa a não ser escutar falar de Deus. E assim os dias iam passando. Num domingo de 1992, fui com minha tia visitar a minha rima que era freira (noviça) e aumentou mais ainda o desejo de ser religiosa. Minha tia conversava com minha irmã e eu ficava só olhando para ela. E ao mesmo tempo, ficava com uma santa inveja dela e dizia comigo mesma; ela é santa e eu não sou. A visita acabou. Quando cheguei em casa, fiquei sentada no sofá, só pensando em minha irmã. Os dias passaram. Chegou o dia da minha primeira comunhão, no dia 05 de dezembro de 1992, ás 17hs, na igreja Santa Luzia, fui para a missa de Natal, a vésperas, dia 24. fui com uma amiga minha. Na hora do sermão, a minha amiga queria dar uma volta lá fora e queria que eu fosse com ela. Falei que não ia e ela foi só. Nessa hora que fiquei bem atenta ao que o padre falava no sermão. Não me lembro muito bem das palavras que ele falava. Só sei que nessa hora eu estava a olhar o crucifixo que estava no centro do presbitério e a imagem do menino Jesus que lá estava também. E olhando para essas duas imagens, me enchi de consolação e comecei a chorar, pensando, ao olhar a imagem do crucificado: Ele é o nosso Pai e deu a vida por cada um de nós, sofrendo muito. Nisso, a minha amiga chegou e o sermão acabou. Quando foi no domingo, minha tia foi novamente visitar a minha irmã e fui também. Como sempre, eu ficava só vendo minha tia conversar com ela. Quando minha tia se despediu de minha irmã e já estava indo embora, eu corri, sem ela ver e disse para a minha irmã : Neíze, eu quero entrar aí. E ela falou: deixa tudo lá e vem! Fui embora, pensando no que ela me disse. Quando cheguei na casa da minha tia, comecei a rezar o terço e ficava só relembrando as palavras da minha irmã; deixa tudo e vem! No outro domingo, chamei minha tia para ir comigo ao mosteiro. Ela não foi; resolvi ir sozinha. Quando cheguei, falei a porteira que queria falar com a madre. A madre veio e conversei com ela, dizendo que queria ser de nosso Senhor. Ela me perguntou se eu estava disposta mesmo, a entrar. Falei que sim, numa alegria tão grande, que somente os anjos podem descrever. Ela marcou a minha entrada para o dia 06/03/1993, ás 16 hs. Quando voltei para casa, falei para minha tia, que a minha entrada para o mosteiro já estava marcada. Ela não aceitou muito e fez tudo para eu não ir. Minha mãe e meu pai, aceitaram direitinho, só fizeram chorar. Chegando o dia marcado para entrar no mosteiro, as irmãs estavam todas reunidas me esperando. Ao abrir a porta, eu disse no meu coração: Daqui não sairei, somente para o céu. E até hoje estou bem, com a graça de Deus, não obstante as dificuldades. Só tenho a agradecer a Deus e trabalhar para ser fiel até o fim, pois a caminhada é difícil, mas a misericórdia de Deus é maior. Sua graça nunca me falta. Sou Feliz e o serei para sempre.



Ir. Anna Beatriz da Imaculada Virgem Maria Nogueira

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