sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Tempo da Quaresma

 
No exercício  da Via- Sacra, a quarta  estação apresenta-nos o encontro de Jesus, o Homem das Dores, com sua Mãe. Na reflexão e meditação da mesma, procuramos traduzir os sentimentos do Filho para com a Mãe e vice- versa, tais como: compaixão, piedade, conforto, acolhimento, dó, pena, pesar, presença materna,... alegria. Sim, alegria! Jesus em meio a exorbitância dos sofrimentos, deve ter experimentado uma  indizível alegria ao vê-la. Não somente pelo que representava a presença da Mãe em meio ao abandono em que se encontrava – pois, no momento do desamparo, de quem um filho mais lembra, senão da presença amorosa da mãe?– mas, sobretudo e mais que tudo, grande foi a alegria ao contemplar a alma de Maria Imaculada, a Obra prima de Deus, mais bela que a beleza, mais santa que a santidade, mais pura que a pureza, Imaculada, Imarcescível, Fonte sempre pura e alheia ao pecado...tudo e muito mais que isso. Na Sua onisciência, vê e sabe, que aquela imponência de graça e santidade, foi em atenção aos méritos antecipados  da sua Paixão. Se uma das Suas maiores dores morais,  foi a de saber que  para muitas almas o seu sofrimento seria inútil,  bem podemos conjeturar, como não terá sido inexplicável, a alegria ao contemplar a pureza  imaculada  de  Maria e a fidelidade com que a mesma,  correspondeu à todas as graças.

            Com a liturgia cantamos: “Como é bela e graciosa a  Esposa do Senhor, Aleluia! Tu foste preservada da mancha original, por isso tu és imaculada e tens uma beleza divinal” (Ct.C. 4, 7 M. P. do Brasil). Alegres, exultantes, exclamamos: “Ave, cheia de graça”! “Ave, plena de Deus” Santuário  da impecabilidade, Templo santificado por Deus! “Tálamo celeste e singular do Rei eterno”(CCGG Art. 14).
 O Mistério da Imaculada Conceição, explícito e implícito nas Sagradas Escritura, presente na mais Antiga Tradição, chega-se à definição dogmática em 1854, pelo Santo Padre Pio IX. Muitos fatores contribuíram para se chegar à definição, sobretudo os Franciscanos se empenharam em defesa deste privilégio. Porém, aqui queremos ressaltar, a nobre figura de Beatriz, que ao fundar uma Ordem, que tanto pelo Ofício, como pelo Hábito e Regra, “proclamou” a Imaculada Conceição, quatro séculos antes de Pio IX.
Nós nos regozijamos, e nos alegramos, por fazermos parte  desta Ordem bendita,  que tem como finalidade honrar, servir, celebrar o Mistério da Imaculada Conceição.  A exemplo da nossa  inolvidável Fundadora, Santa Beatriz da Silva, queremos nos consumir, em honra deste admirável Mistério.
              Que verdadeiramente, Cristo Ressuscitado possa passar nas nossas vidas, transformando-nos, e configurando-nos com Ele.

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