sábado, 7 de novembro de 2015

Itinerário vocacional na vida de Santa Beatriz



Itinerário vocacional na vida de Santa Beatriz 







O ESPÍRITO DE DEUS TAMBÉM NOS FALA AO CORAÇÃO ATRAVÉS DAS PESSOAS QUE SE DEIXAM POR ELE GUIAR.

Terminamos o mês de maio com a Solenidade de Pentecostes. Mais uma vez fomos lembrados que o Espírito de Deus, enviado pelo Pai e o Filho para não nos deixar órfãos, nos orienta e conduz. Este fato podemos descobrir de modo especial também na história vocacional de Beatriz da Silva. Iluminada pelo Espírito de Deus, ela sente o chamado especial, na certeza de que deve abandonar muitas coisas: a vaidade do mundo, a superficialidade nas relações humanas, a futilidade de uma vida sem objetivo claro. E mais: deve deixar a vida a que estava acostumada até então e colocar-se a caminho, mesmo ainda não sabendo o que iria acontecer. O importante é deixar tudo e partir!

Diz a lenda em torno da vida de Santa Beatriz da Silva, que nesta situação de certeza de um lado e de incerteza de outro, ela teria encontrado pelo caminho a São Francisco e a Santo Antônio (cuja festa também celebramos neste mês). Sobre este “acontecimento” gostaria de concentrar a reflexão para este mês.

Já sabemos que as “lendas” na vida dos santos não são invenções puramente gratuitas e não se referem também necessariamente a fatos históricos, mas normalmente querem sublinhar um aspecto importante na vida do santo ou da santa. Creio que seja também este o caso com o episódio do encontro da jovem Beatriz com os santos frades Francisco e Antônio. Podemos continuar a achar que miraculosamente aparecem os dois santos franciscanos no caminho de Beatriz para Toledo. Muito mais realista e mesmo assim menos significativo seria imaginar que Beatriz encontrou no caminho para Toledo, entre certezas e incertezas, dois frades franciscanos que a animaram a prosseguir. Prosseguir no caminho rumo a Toledo, mas também no caminho de sua vocação. Frades franciscanos não lhe eram estranhos: seu irmão Amadeu havia entrado na ordem dos frades menores, frades desta Ordem frequentaram continuamente a sua casa a convite dos pais, frades franciscanos sempre se apresentaram como “defensores” da devoção à Mãe de Deus como Imaculada (isto é: escolhida desde toda a eternidade). Com outras palavras: eram pessoas de confiança. Com eles se podia conversar não apenas sobre o tempo, mas principalmente sobre a vida com Deus e os caminhos que Deus tem para chamar-nos à missão.

Que lição nos dá Santa Beatriz? Creio poder dizer que, muitas vezes, quando percebemos a incerteza, que faz parte de cada caminho, nos tornamos auto-suficientes e nos isolamos, em lugar de abrir-nos e procurar orientação com alguém em quem podemos confiar.

Assim desejo a todas as irmãs para neste mês a humildade de abrir-se, de buscar palavras de orientação que possam projetar luz sobre as eventuais incertezas em nossas vidas e, principalmente, possam encorajar-nos a prosseguir na vocação com alegria e coragem.

Enfoque para reflexão  AUTO-SUFICIÊNCIA

Na vida de Santa Beatriz:
No decorrer dos acontecimentos ofensivos e humilhantes aos quais a jovem Beatriz da Silva foi exposta, ela faz a experiência profunda da presença e da atuação do Espírito de Deus. Este não a deixa cair em lamentações inúteis, em depressão profunda ou desânimo total, mas faz nascer nela a certeza de que a sua vida doravante será consagrada única e exclusivamente a Deus. Ela deixa para trás a vida de antes e coloca-se a caminho de Toledo: chamada e guiada em meio a incertezas do caminho e da meta. Confiante se abre ao Espírito de Deus, contando com a sua bondosa providência, para cada dia e cada passo. Ao “encontrar” Francisco de Assis e Antônio de Lisboa/Pádua pelo caminho, abre seu coração e é confortada e animada a prosseguir.

Na Palavra de Deus:
- Jeremias 1, 4-8
- Lucas 1, 39 – 56
- Lucas 24, 13 – 35
- Atos 9, 1 – 19

Na nossa vida:
- Como me comporto nas horas de incertezas, de dúvidas e de desorientação?
Tenho a humildade de procurar conselho? Abro-me aos conselhos de coração  aberto ou quero apenas que as minhas ideias sejam confirmadas?

- Cultivo amizades espirituais na certeza de que o dom da vocação, concedido por Deus a mim, é um dom que deve enriquecer e fazer crescer a comunidade e a Ordem a que pertenço?

- Que gestos concretos podemos encontrar para superar a minha/nossa auto-suficiência no crescimento da fé e na vivência do carisma concepcionista?


Frei Estêvão Ottenbreit, OFM

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