Missa da inauguração do Memorial com os restos mortais da Madre Beatriz Maria de Jesus Hóstia Seiffert
Fundadora do Mosteiro da Imaculada Conceição e São José.sábado, 8 de fevereiro de 2014
domingo, 2 de fevereiro de 2014
Convite
Convite
A comunidade das
Monjas Concepcionistas vos convida para a Celebração
Eucarística no dia 08 de fevereiro, às 07h00, tendo presente a urna
contendo os restos mortais da Madre
Beatriz Maria de Jesus Hóstia Seiffert, fundadora de nosso mosteiro. Logo
após a santa missa terá lugar a benção do Memorial
e a colocação da urna no mesmo.
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
Madre Dolores do Patrocínio
27
de Janeiro
Venerável
Madre Dolores do Patrocínio
A
Estigmatizada da Ordem
Nasceu aos 27
de abril de 1811, durante a fuga da família, em plena e desabitada estrada
(ocasião da invasão francesa em Madrid), ali mesmo ficou a pequenina sendo
abandonada pela mãe, a recém-nascida foi encontrada casualmente pelo pai 3 dias
após, estando deitada sobre a neve.
Entre o sentimento de ternura paterna, e justa indignação
pela crueldade da mãe, o pai a tomou a filhinha e a confiou aos cuidados da
avó. Esta e o pai cercaram, daí em diante, de desvelos, amor e vigilância
aquela existência tão mal segura.
Teu nascimento não só foi narrado pelas pessoas da família,
pois a todos era notório, como ainda pela mesma Irmã Dolores. Tendo perguntada
a tal respeito por uma Irmã, descreveu fielmente o lugar e as circunstancias de
sua vinda ao mundo.
Isto, e outros casos semelhantes, faziam as religiosas
acreditarem que Madre Dolores nascera com o uso da razão.
Desde a mais tenra infância, foi favorecida com admiráveis
visitas e visões do Menino Jesus e de sua Divina Mãe.
Criancinha ainda aparece-lhe a Mãe Imaculada e o Menino
Jesus; convidam-na a fazer o voto de virgindade, coroam-na de espinhos, e desde
então sua vida se desenrola sob o signo da Cruz.
Desde muito pequena, sentia Dolores pendor para a vida
Religiosa, e toda sua recreação era brincar com bonequinhos que vestia com
habito branco e azul, ao modo de freirinhas.
Quando moça, distinta pela nobreza, formosura e virtudes, é
pretendida em matrimônio pelos mais fidalgos cavalheiros, mas Dolores
rejeitava-os terminantemente, declarando ser sua vocação para a vida Religiosa.
Vencidas todas as dificuldades, aos dezesseis anos entrou
para o noviciado das Concepcionistas do Convento de Caballero de Gracia em
Madrid, no dia 19 de janeiro de 1829.
Na Vida Religiosa, as graças místicas tornaram-se-lhe mais
abundantes ainda, constituindo-a vítima do Amor Crucificado e expiadora pelos
pecadores. Aos 20 de janeiro de 1830, fez votos, consagrando-se para sempre ao
Senhor.
Antes, porém, aos 30 de julho de 1829 recebeu a impressão
das sagradas chagas nas mãos, pés e lado. Os estigmas não lhe tiravam a
possibilidade de andar e trabalhar, embora lhe causassem acerbas dores.
Para contrabalançar tão extraordinárias graças, sofria Irmã
Dolores as mais torturantes vexações diabólicas.
Certo dia, sem que ninguém a visse, arrebatou-a do
convento, arrastou-a durante duas horas por caminhos pedregosos e depois a
colocou no telhado do convento, donde foi retirada com grande trabalho e
afeição de todas as Irmãs, contristadíssimas de a verem tão ferida, maltratada,
coberta de pó, areia e sangue. Esta perseguição infernal durou quase sua vida
toda.
Pobre Irmã Dolores do Patrocínio, dizia Madre Pilar, sua
superiora: “Via nela um anjo em forma humana, uma alma abrasada no amor de
Deus: sua candura angelical, simplicidade, humildade e fervor eram de todo
singulares; pontualíssima na obediência e observância conventuais, de maneira
que, ao começar a servir Deus já era mestra na virtude e perfeição.
“Penso – afirmava – que esta criatura nasceu destinada para
grandes coisas.”
Em 1835 a perseguição estala na Espanha, a religião e a
política são caluniadas atrozmente, o sectarismo é violento. Irmã Maria Dolores
foi acusada ao governo liberal como uma fanática que se imiscuía na política,
uma impostora que se dizia estigmatizada.
A polícia urbana, juntamente com a mãe de Ir. Dolores, sua
Irmã Ramona, médicos, etc., invadiram o Mosteiro, e malgrado os protestos da
Abadessa e clamores do povo, a jovem religiosa foi daí arrastada, permanecendo
vigiada durante três dias, no fim dos quais foi conduzida à prisão entre dupla
ala de baionetas.
Nesta prisão foi brutalmente maltratada, insidiosamente
interrogada, pois queriam encontrar pretexto para condenar a inocente religiosa
que então contava vinte e quatro anos de idade. Depois de mais de um ano de
sofrimentos físicos e morais, e graças a poderosas intervenções, decretou o
governo que ela fosse entregue ao seu convento. Em breve foi nomeada Mestra de
noviças, e logo após é eleita para o cargo de Abadessa.
O período de paz que teve em sua vida incita-a a continuar
nas obras de reformas e fundações, que em toda a sua existência preencheram o
numero de 10 novos conventos fundados e a reforma de 8 já constituídos, cujas
comunidades abraçaram a Ordem Concepcionista.
O fervor de seus mosteiros era admirável. Sua solicitude, o
zelo pelas almas estendia-se até aos mouros. Possuiu o dom da bilocação e da
profecia.
Agravam-se-lhe as enfermidades; a morte aproxima-se. Recebe
os santos Sacramentos numa espécie de êxtase e pede à benção que o Papa Leão
XIII lhe enviara para a hora da morte. Daí a momentos uma religiosa percebe
que, semelhante a uma criança que adormece no regaço materno, aquela
fidelíssima alma, num suspiro amoroso e suave, remonta o vôo para o céu. Foi a
27 de janeiro de 1891.
Contava de idade 80 anos incompletos; sessenta e dois
vividos no convento e quarenta e dois como Abadessa de diversas Comunidades.
Graças extraordinárias alcançadas por sua intercessão
levaram a tratar de seu processo de beatificação, introduzido na Santa Sé em 1907.
“A oração é a chave dourada com
que se abrem as portas do céu, com ela penetra-se até ao Coração de Deus.” (Venerável Madre Dolores do Patrocínio)
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
Venerável Madre Mariana
16
de Janeiro
Venerável
Madre Mariana Francisca de Jesus Torres
Madre
Mariana nasceu na Província de Viscaya, Espanha, no ano do Senhor de 1563.
Filha de Diego Cadiz de Torres e de Dona Maria Berrichoa Alváro, estes
batizaram sua filha primogênita colocando-lhe o nome de Mariana Francisca.
A menina era o encanto de seus pais,
pela rara formosura com que o Céu lhe havia presenteado e pela inteligência
aguçada. Possuía doçura de caráter, e muita piedade.
No ano de 1576, as principais
famílias de Quito pediam ao Rei da Espanha, a fundação de um Mosteiro
Concepcionista. Encantadas pelo amor que tinham à Maria Imaculada, ficaram
desejosas de que nesta cidade se fundasse um Mosteiro de Religiosas que tanta
glória dessem a Deus Nosso Senhor e bens imensos fizessem ao povo.próprio rei
da Espanha mandou o grupo de fundadoras colocando à frente delas a Reverenda
Madre Maria de Jesus Talvada, ilustre e cândida virgem que era também tia de
Mariana. Esta inocente criatura ao saber que iria ser fundado na Colônia o
Mosteiro Concepcionista, vítima dos incêndios de amor à Maria Santíssima no
mistério de sua Imaculada Conceição, compreendeu ser esta a voz de seu Amado
que a chamava.
Poucos dias antes de despedir-se de
seus bons pais, ao receber a Santa Comunhão, viu em sua alma ao Divino Jesus em
Sua idade perfeita, que lhe dizia: “Esposa minha, já é
tempo de dar um adeus eterno á tua pátria, á casa paterna e que Eu, cobiçando a
tua formosura, te leve à Minha, onde sob fortes muralhas viverás longe do
mundo, oculta e esquecida de toda criatura humana, sendo tua herança e
patrimônio, á minha semelhança, a Cruz e os padecimentos. Força e valor não te
faltarão, só quero tua vontade sempre pronta para fazer a minha.”
Mariana aceitou de Jesus
Cristo tudo quanto lhe dava, e á sua semelhança, oferece-se em holocausto.
No ano de 1576, as fundadoras
chegavam a Quito. No grupo estavam cinco Irmãs, entre elas Madre Maria e sua
sobrinha Mariana, que contava com apenas 13 anos.
Desde o momento em que pôs os seus pés
nesse bendito solo, redobrou seu fervor e começou uma vida angelical. Era
modelo da mais perfeita observância, pois parecia um serafim que só se
alimentava do amor Divino.
Aos 17 anos professou, era o dia 04
de Outubro de 1579. Recebeu muitas graças extraordinárias, entre as quais, o
dom da profecia. Como mestra de noviças, quando estas iam professar, a santa as
preparava dirigindo-lhes práticas conforme o espírito de cada uma.
Na véspera da profissão lhes comunicava
tudo o que iriam passar segundo o caminho que Nosso Senhor lhes traçava.
Avisava-lhes como e quando morreriam. Entre outras profecias, está a de nossa
Santa Madre Beatriz seria canonizada no século XX. Exerceu o cargo de abadessa
por vários anos, com virtudes exemplares.
O abadessado de Madre Mariana de Jesus foi de
paz, doçura e estrita observância, a Santíssima Virgem governava o seu
espírito.
A partir do primeiro dia do ano de 1635,
Madre Mariana de Jesus Torres ficou muito debilitada, e piorava dia a dia. Sofria diariamente prolongados desmaios, seu
corpo tremia como um açoite, sentia muita fadiga, e as batidas do coração eram
tão fortes que se ouviam de longe. A venerável já não podia mais levantar-se.
Amanheceu
afinal o memorável dia 16 de Janeiro de 1635, Madre Mariana suplicou a Priora
que chamasse seu diretor espiritual para que lhe desse os últimos sacramentos,
pois ela morreria naquele dia. Era seu
confessor Padre Frei Francisco Angüita, um zeloso missionário franciscano. Nos
instantes finais de sua vida disse ela a suas Irmãs de Comunidade e aos Frades
Menores que estavam presentes: “Morro no seio da
Santa Igreja Católica, Apostólica, Romana, confessando e crendo todos os
Mistérios, Verdades e Dogmas que Ela crê, confessa e manda. Morro também muito
contente nos braços de minha Mãe, a Ordem Seráfica. Como último favor e
caridade, peço aos Padres e à Comunidade que me concedam o consolo e
incomparável ventura de morrer no chão, à imitação de meu seráfico Pai São
Francisco”. E assim foi feito.
Depois
de receber o Santíssimo Sacramento e Extrema Unção, tendo a sua volta toda a
Comunidade e os padres, Madre Mariana leu o seu testamento, Madre Mariana
entregou sua alma a Deus, em odor de santidade.
Extinguia-se na Terra uma lâmpada preciosa, para luzir com mais
esplendor na Jerusalém Celeste.
domingo, 12 de janeiro de 2014
Jovem!
JOVEM, conheça a
torrente de Água viva
para a tua sede de Infinito.
“A Igreja e o mundo de
hoje, tem uma enorme necessidade do Testemunho de vidas dadas sem reservas a
Deus” João Paulo II
![]() |
Jovem que procuras?
A verdade?
Cristo é a Verdade.
O Bem?
Cristo é o Sumo Bem.
A Alegria?
Cristo é a fonte de toda a Alegria
A Liberdade?
Cristo é o Verdadeiro Libertador.
O único que pode possuir a
tua liberdade sem a destruir.
O Amor?
Cristo é a plenitude do Amor.
A amizade?
Cristo o Único Amigo que nunca abandona
Cristo:
O único que pode saciar os teus anseios mais
profundamente e realizar todos os teus sonhos
Jovem,
Alguma vez
pensante na tua vocação? Ter uma vida cheia, amar muito a Jesus e trabalhar
pelo bem dos outros na vida religiosa?
Não tenha
medo, digo-te por experiência, vale a pena entregar a vida a Jesus. Ele chama-te, ama-te e espera-te. Com Maria
tudo é fácil.
A Ordem da
Imaculada Conceição oferece-te a oportunidade de unires o teu sim ao de Maria
Imaculada.
Como
Maria Imaculada diga “Sim” a Deus...
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
Mártires Concepcionistas
06 a 12 de
Novembro
Veneráveis MártiresConcepcionistas
do Mosteiro de Madrid
Vamos
relembrar os principais fatos que marcaram aqueles angustiosos meses de outubro
e novembro de 1936, em que nossas Irmãs Concepcionistas Franciscanas foram
chamadas a dar provas de sua fé, todas marcadas com o sinal do Martírio, e
junto ao Altar do Cordeiro, (segundo a visão apocalíptica) elas fazem parte do
cortejo dos Mártires.
Em
1936 quando transcorria o centenário da Fundação do Recolhimento, onde tivera o
Mosteiro de S. José de Madri, desabou sobre ele e sua veneranda comunidade uma
tremenda tempestade, que por uns momentos, fez acreditar no seu
desaparecimento. Por cinco vezes as monjas tiveram que abandonar seu silêncio,
a clausura e procurar abrigo em casa de pessoas amigas e corajosas, que não
temiam opor-se aos senhores que por momentos, espisoteavam a terra espanhola,
até chegarem à casa da Rua Francisco Silvela, numero 19,onde viveram seus
últimos momentos e de onde partiram para a morte.
Era
a revolução Espanhola e nossas irmãs viviam num clima de intensos sofrimentos e
incertezas, em cujo fundo pairava a sombra do Martírio que a comunidade ia
assimilando, lentamente. A lenta e dolorosa preparação, serviu-lhes para
confirmá-las e dar-lhes a força necessária para testemunharem sua fé e amor ao
Criador.
Em
fins de outubro, as Irmãs se reuniram mais uma vez e tentaram reorganizar a
Vida Conventual, ainda que precariamente, o grupo permaneceu na rua Francisco
Silvela e seu sossego durou pouco. Certo dia apresentou-se – lhes um grupo de
milicianos, amistosamente, manifestando a intenção de levá-las ao Fronte para
ajudarem como enfermeiras .
A
Madre acreditou e aceitou a proposta, embora colocando que a maioria das
Religiosas eram idosas e enfermas, mas que poderia mandar algumas mais jovens
para desempenhar o ofício e assim o fez. Enviou as irmãs Maria do Sacrário e
Maria Beatriz, ordenando que regressassem, logo que compreenderam que haviam
caído em uma cilada. Todo tipo de vida Religiosa era considerado um crime e a
condenação era a morte.
Uma
vez reunidas transformaram a habitação em prisão e começaram a montar guarda. O
grupo via proximidade do fim, com uma preparação física e moral, uma espera
angustiosa.
Dia
07 de novembro de 1936 foi à sexta feira-santa daquelas religiosas, já ao
despertar tiveram a impressão de o final se aproximava, o espírito estava
preparado, mas como Cristo no Horto das Oliveiras a carne estremecia .No
decorrer da manhã chegaram algumas Religiosas que estavam em casa particulares,
fato raro pois a vigilância cortava qualquer tentativa de visita, naquele dia
parecia a ultima delicadeza de Deus. Foi a ultima reunião da comunidade do Mosteiro
de S. José.
Não
demorou e um veículo parava em frente, com um grupo de milicianos,que subindo
as escadas deram fortes pancadas na porta, apavoradas as Irmãs achegaram-se em
torno da Madre que dirigia as últimas recomendações e vacilante foi abrir a porta.
Deram ordem que descessem três a três, começando pelas mais jovens e assim
foram, entre as ultimas havia uma paralitica e os desalmados queriam fazê-la
descer rolando escada abaixo, só com muita insistência da foi permitido às outras
religiosas auxiliá-la nesta última caminhada.
Como
despojamento final, a Abadessa após abraçar a filha do porteiro, entregou-lhe
45 pesetas, toda a posse material da comunidade, momentos depois entravam nos
cárceres do Centro Comunista e não se sabe bem como foram seus últimos momentos
e os sofrimentos que selaram seu Martírio. As 4 ou 5 da manhã era lida uma lista dos que
eram “libertados”, na verdade eram carregados em caminhões e assassinados aos
arredores de Madri.
Dentre
as Irmãs 2 morreram durante a perseguição,
10 foram fuziladas entre os dias 06 e 12 de novembro, cinco Irmãs da
comunidade sobreviveram e se tornaram sementes de esperança .
“Bem aventurados sereis quando vos caluniarem, quando
vos perseguirem e disserem falsamente todo tipo de calúnia contra vós por causa
de mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos Céus,
pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós.” (Mt 5,11-12)
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
Aprovação da Regra da OIC
Para
compreendermos bem toda a história da luta das nossas primeiras Irmãs
Concepcionistas Franciscanas para conseguir a aprovação da Regra é necessário
voltarmos às origens. Em 1484, nossa Santa Madre Beatriz muda-se para os
Palácios de Galiana com 12 jovens e ali começaram a viver de modo singular, em
honra da Conceição Imaculada de Maria conforme a Santíssima Virgem havia
pedido. Ali mesmo com a luz de Deus e auxílio de seu confessor, Frei João de
Tolosa, OFM, Santa Beatriz fez uma espécie de “Estatutos” que dirigissem as
jovens que ali entrassem e ela própria começou a vivenciá-la,(assim nos conta
Frei Enrique Gutiérrez, OFM).
Na
época era comum ver lugares onde algumas mulheres se reuniam para viver
piedosamente, mas sem o compromisso de assumir uma Regra. Santa Beatriz não
queria viver na informalidade, por isso, com a Rainha Isabel “a Católica” ela
buscou a aprovação do Papa para viver com a graça de Deus, no seguimento de
Maria. Todavia, ela obteve a informação do Frei João de Tolosa, que no Concílio
de Latrão fora determinado que não se aprovaria mais regras e que os institutos
que surgissem deveriam tomar as regras já existentes. Sabendo disso, Santa
Beatriz com a ajuda da Rainha Isabel e do Frei João de Tolosa, prepara um
pedido e envia ao Papa Inocêncio VIII. Esta pede para fundar um Mosteiro sob o
título da Conceição da Bem – Aventurada Virgem Maria e a Regra própria. Assim
declara, Catarina de Santo Antônio em seu testemunho: “É feita a Regra, enviada
ao Pontífice Inocêncio VIII, com pedido da Rainha Isabel, a Católica,
suplicando que concedesse: Ordem com título da Imaculada Conceição, Regra,
oração e hábito. Mas Sua Santidade aprovou a Ordem, hábito e oração,
confirmando-a com sua Bula, mas a Regra não aprovou, pois que já existiam
Regras aprovadas, que escolhessem a que lhes parecesse mais conveniente.”
E
em 19 de Agosto de 1494, o Papa Alexandre VI, decretou que o Mosteiro da
Conceição da Bem-Aventurada Virgem Maria com a autoridade do Papa extinguisse a
Ordem de Cister, e que instaurasse e implantasse nele a citada Ordem de Santa Clara e de
permanecer perpetuamente nela, com a condição, no entanto, de que conservem o
hábito prescrito pela Santa Sé Apostólica do tempo da ereção do dito Mosteiro e
mantenham o modo de celebrar as horas canônicas que vêm observando até hoje,
segundo o ordenado pela Santa Sé desde a data de ereção que lhes foram
concedidos pela autoridade apostólica.
A
pedido da Madre Catarina de Calderón e sua Vigária Irmã Joana de São Miguel, as
quais lutaram para conseguir à aprovação da Regra própria. Estas pediram ao
Papa
Júlio II que concedesse uma
Regra própria por meio de uma Bula.
Em 17 de Setembro o
Santo Padre aprovou e confirmou a forma de vida contida nos doze capítulos da
Regra, absolvendo Santa Beatriz, as Religiosas e as que lhes sucederem, das
referidas Regras e Estatutos de Cister e Santa Clara e de sua observância: de
modo que para o futuro não sejam obrigadas a elas de maneira alguma contra a
sua vontade. E a nenhum homem, é permitida qualquer alteração, violação e
tentativa de contrariá-la, se alguém o presumir intentar, incorrerá na
indignação de Deus Todo-Poderoso e de seus Apóstolos São Pedro e São Paulo.
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